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Babá brasileira diz que chefe americano matou a mulher para ficar com ela

A brasileira Juliana Peres Magalhães, que trabalhava como au pair — modalidade de intercâmbio em que a pessoa atua como babá em troca de moradia no exterior — nos Estados Unidos, confessou participação no assassinato da patroa, Christine Banfield, ocorrido em fevereiro de 2023. Christine teria sido morta pelo próprio marido, Brendan Banfield, agente do FBI, que nega o crime e responde a julgamento.

Juliana permaneceu em silêncio por mais de um ano, mas decidiu colaborar com as autoridades afirmando que queria “que a verdade viesse à tona” e que já não conseguia conviver com “vergonha, culpa e tristeza”.

O crime aconteceu em Fairfax, na Virgínia, e também resultou na morte de Joseph Ryan. De acordo com o depoimento da brasileira, ela e Brendan planejaram os assassinatos ao longo de meses para que pudessem ficar juntos sem impedimentos.

Segundo Juliana, o plano incluiu a criação de um perfil falso de Christine em uma rede social voltada a fetiches sexuais. Nessa conta, eram feitas publicações indicando interesse em um suposto “fetiche de estupro”, descrito como relações consensuais que simulassem violência sexual, com o uso de facas.

Usando o perfil falso, Juliana marcou um encontro com Joseph Ryan na casa onde o casal Banfield morava. Brendan teria deixado a porta destrancada para permitir a entrada do homem. Ryan entrou no imóvel e violentou Christine. Pouco depois, Brendan chegou ao local. Conforme a polícia americana, Juliana teria atirado em Ryan, enquanto Brendan esfaqueou a própria esposa. Christine chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o crime, Juliana ligou para a polícia se passando por Christine, afirmando que estava sangrando e havia sido esfaqueada pelo invasor, que teria sido morto pelo agente do FBI. A gravação da chamada foi exibida durante o julgamento.

Inicialmente, a ex-au pair foi acusada de homicídio doloso pela morte de Ryan, mas posteriormente se declarou culpada de uma acusação menos grave, de homicídio culposo. À época do crime, a mãe de Juliana, que vive no Brasil, afirmou que a filha teria agido em legítima defesa após a invasão da casa por um desconhecido.

Já Brendan Banfield declarou, na primeira ligação à polícia, que matou um homem que teria invadido a residência e esfaqueado Christine. Posteriormente, negou ter efetuado disparos e se declarou inocente. Além das duas acusações de homicídio, ele também responde por abuso infantil e crueldade infantil grave, já que a filha do casal, então com 4 anos, estava na casa na manhã dos assassinatos.

Defesa

O advogado de Banfield, John Carroll, dedicou grande parte da última quarta-feira (14) a questionar o depoimento inicial de Juliana e os motivos que a levaram a se declarar culpada. A defesa a pressionou sobre quem teria criado o e-mail vinculado ao perfil falso na rede social e onde ela e Brendan estavam no momento da criação da conta. Juliana afirmou não se lembrar de quem criou o perfil nem em qual cômodo da casa eles estavam.

Carroll também a questionou repetidamente sobre mensagens específicas enviadas a partir da conta em nome de Christine Banfield. Visivelmente irritada, a brasileira respondeu diversas vezes que não sabia quem havia enviado determinadas mensagens.

O advogado ainda solicitou que Juliana lesse trechos de cartas escritas por ela na prisão para Brendan e outras pessoas, nas quais relatava depressão e frustração. Em um dos textos, ela escreveu: “Sem força. Sem coragem. Sem esperança”.

Juliana Magalhães será sentenciada ao final do julgamento de Banfield. Segundo os advogados, a pena poderá se limitar ao tempo já cumprido, a depender do nível de cooperação dela com as autoridades.

Fonte: Band.
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