Durante sabatina realizada neste sábado (29) pela TV Globo, o candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) detalhou suas propostas de segurança pública voltadas à proteção das mulheres.
O escritor e médico defendeu o uso de ferramentas tecnológicas integradas — como aplicativos de socorro georreferenciados e o despacho preventivo de drones com sirenes — para frear agressões e reduzir os índices de feminicídio no país.
Botão de alerta no celular e envio de drones
A principal aposta apresentada por Cury para mitigar os índices recorde de violência de gênero no país é a criação de uma ferramenta digital de emergência acessível pelo celular.
Pela proposta, a mulher em situação de risco acionaria um botão de alerta no aplicativo, enviando instantaneamente a localização exata para a delegacia ou batalhão policial mais próximo.
Como complemento para acelerar a resposta operacional, o candidato sugeriu o envio prévio de drones equipados com sirenes de alerta até o local da ocorrência. Segundo Cury, a aeronave não tripulada conseguiria chegar antes da viatura terrestre, atuando como elemento dissuasório para inibir o agressor no momento da investida criminosa.
Implementação em cidades digitalizadas
Questionado sobre a viabilidade de aplicar o modelo em todo o território nacional e sobre a eficácia dos drones em casos de violência doméstica (em que cerca de 70% dos crimes acontecem no interior das residências, segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública), o candidato afirmou que o sistema começaria pelas cidades com infraestrutura digital mais avançada.
Cury destacou que, embora o drone emita alertas sonoros externos para intimidar o autor do crime e alertar vizinhos, o foco central da estratégia deve ser a velocidade no atendimento policial por meio do aplicativo de denúncia rápida.
Desigualdade de gênero e suporte amplo
Ao justificar a prioridade dada ao tema na campanha, Cury afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa caminhar junto com o combate às desigualdades no mercado de trabalho.
O candidato citou que mulheres ainda recebem remunerações cerca de 28% inferiores às dos homens com a mesma qualificação profissional, defendendo políticas públicas integradas de apoio econômico, qualificação e proteção social. Contudo, não detalhou o que pretende fazer para mitigar estes impactos.