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Auditor da Receita é preso suspeito de receber R$ 7 mi em propina no CE

Um auditor fiscal da Receita Federal lotado no Aeroporto Internacional de Fortaleza foi preso preventivamente por suspeita de liderar um esquema de fraudes em importações e recebimento de propina que soma quase R$ 7 milhões.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, o esquema criminoso contava com a participação de empresários que sonegavam tributos na importação de produtos com a ajuda do auditor fiscal Francisco Eliezer Viana da Silva. O grupo utilizava artifícios como a declaração de mercadorias de alto valor, a exemplo de joias de prata vindas da Itália e da Tailândia, como bijuterias de metal comum para burlar o fisco e reduzir o valor real dos produtos em até 60 vezes.

O auditor preso, que atuava na aduana do aeroporto desde 2016 e contava com 32 anos de carreira na Receita Federal, recebia um salário de R$ 49.064,74 em junho, mas acumulava um padrão de vida incompatível com a renda oficial mantido por meio da corrupção. Um imóvel de alto padrão avaliado em cerca de R$ 3,6 milhões, localizado em uma área valorizada de Fortaleza, estava registrado em nome do cunhado do servidor.

Investigação aponta envolvimento de empresários e importadoras

A operação da Polícia Federal também cumpriu mandados contra empresários suspeitos de pagar subornos milionários ao servidor público para escapar da fiscalização aduaneira. Entre os alvos estão Francisco Jereissati Neto, ligado a uma importadora que pagou pelo menos R$ 1.212.052,06 em propina ao auditor, além de Rodolfo Sérgio Martins Maia Filho e Hugo Mendonça Andrade de Santos, apontados no pagamento de mais de R$ 3.126.183,92 em vantagens indevidas.

Para ocultar a origem ilícita do dinheiro, o grupo utilizava contas de terceiros para pagar despesas pessoais do auditor e de seus familiares, incluindo imóveis, veículos e bens de luxo. Em nota, a defesa de Francisco Eliezer Viana da Silva classificou as acusações como falsas e afirmou que provará a inocência do servidor no decorrer do processo, enquanto a defesa de Francisco Jereissati Neto declarou confiar plenamente na inocência do empresário.

Fonte: Band.
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