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Às vésperas da eleição, Angélica declara voto em Lula e diz: 'Não sou petista'
Reprodução/Instagram

A apresentadora Angélica, esposa de Luciano Huck, declarou nesta quarta-feira (21) que irá votar em Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meio às polêmicas envolvendo o nome do apresentador, a esposa decidiu se pronunciar sobre o que pensa para a política do país.

No vídeo, Angélica afirma que teve medo de declarar o voto por conta do ódio nas redes sociais. "Eu pensei muito antes de falar, tive medo sim. A gente vê tanto ódio nas redes sociais, tanta gente pronta para julgar, condenar, atacar, que a gente tem vontade de ficar quieta. E eu mesma fiquei", disse.

Ela, então, afirmou que se emocionou em ver os jovens tomando as ruas e levantando as vozes nas redes sociais. "Como mãe eu acho bonito ver essa geração se mobilizando, mostrando que existe força, esperança, vontade de transformar as coisas. E aí também olhando esse movimento que eu encontro coragem para não deixar essa angústia me paralisar e me impedir de falar sobre o que eu acredito", afirmou.

Angélica declarou voto em Lula e reforçou que não é petista, nem se considera direita ou esquerda. "Quero viver em um país em que as pesosas se escutem, se respeitem, cuidem uma das outras. Onde quem governa olhe para as pessoas com carinho, sem preconceito, sem debochar da dor, das lutas de ninguém", disse e completou:

"Eu penso em tudo o que a sociedade conquistou com tanta dificuldade e no tanto que falta conquistar, nas mulheres, crianças, nas pessoas LGBTQIAPN+ e como mãe, eu penso nos meus filhos e como as pessoas vão tratar umas às outras no futuro. [...] Sei que muita gente pensa diferente de mim, mas achei importante contar porque eu fiz essa escolha".

Mãe de Luciano Huck também declarou voto em Lula

Marta Dora Grostein, mãe do apresentador Luciano Huck, declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno das eleições. O posicionamento foi divulgado na rede social de seu filho caçula, o cineasta Fernando Grostein Andrade, e recebeu apoio da apresentadora Angélica e do próprio Huck.

Em seu depoimento pessoal, a arquiteta afirmou que a ascensão de Jair Bolsonaro ao poder, em 2018, representou um momento de ruptura institucional e social no país. Ela relatou que o cineasta, que é homossexual, viu-se obrigado a deixar o território nacional há sete anos em razão de intimidações motivadas por homofobia.

A arquiteta relembrou a violência dos ataques enfrentados pelo cineasta na época em que ele decidiu sair do país. De acordo com a professora, enviaram mensagens com avisos diretos de assassinato ao filho caçula. “Disseram que ‘o corpo dele seria entregue num caixão fechado’”, relatou Marta no vídeo divulgado.

Ela também explicou que a violência política e o preconceito motivaram a mudança do filho para o exterior. “Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é foi uma das razões que fez meu filho Fernando sair do Brasil há sete anos”, afirmou na publicação.

Fonte: Band.
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