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Apreensão de canetas emagrecedoras ilegais dispara e acende alerta no país

O mercado clandestino de medicamentos registra um crescimento recorde no país, impulsionado pela alta demanda por tratamentos estéticos e pela busca por alternativas mais baratas às canetas emagrecedoras oficiais.

De acordo com dados obtidos via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Receita Federal apreendeu R$ 47 milhões em dispositivos ilegais apenas no primeiro semestre deste ano --o que representa uma alta de 38% em comparação a todo o montante recolhido ao longo de 2025.

A pirataria e o contrabando desses fármacos provocaram um impacto severo no setor farmacêutico. O prejuízo anual decorrente do mercado ilegal, que até o ano passado era de R$ 10 bilhões, saltou para R$ 17 bilhões com o avanço acelerado do comércio clandestino dessas canetas, registrando uma alta de 60%.

Recentemente, ações de fiscalização resultaram na apreensão de ampolas falsificadas da substância tirzepatida no Rio de Janeiro, avaliadas em aproximadamente R$ 3.000. O produto vinha sendo comercializado fora dos canais oficiais de venda e sem qualquer certificação de segurança.

Riscos de contaminação

O avanço do comércio ilegal preocupa especialistas e autoridades de saúde devido às condições sanitárias em que os produtos são adulterados. Criminosos costumam diluir o princípio ativo original das canetas utilizando substâncias comuns, como água destilada ou soro fisiológico, para aumentar o rendimento dos dispositivos falsificados.

Todo o processo de envase ocorre fora de padrões estéreis, o que expõe os consumidores diretamente à contaminação microbiológica por agentes externos.

Casos graves em hospitais

A utilização de medicamentos falsificados ou adulterados já provoca impactos diretos nos prontos-socorros brasileiros. Médicos e hospitais têm registrado um aumento nos relatos de complicações graves associadas ao consumo dessas substâncias clandestinas.

Entre as ocorrências de maior gravidade identificadas em pacientes que utilizaram os produtos estão casos de pancreatite aguda, problemas intestinais severos e quadros de trombose.

Para evitar a compra de medicamentos falsificados, a recomendação das autoridades sanitárias é que o paciente adquira emagrecedores e outros fármacos exclusivamente em farmácias conhecidas, credenciadas e devidamente certificadas.

Além disso, é fundamental que o consumidor exija a emissão de nota fiscal no momento da compra, único documento que assegura a rastreabilidade, a origem legal e a legitimidade do medicamento adquirido.

Fonte: Band.
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