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Após reportagem polêmica, Virginia Fonseca relata crise de dor de cabeça

A influenciadora Virginia Fonseca revelou, nesta terça-feira (2), ter enfrentado uma forte crise de dor de cabeça. Por meio de suas redes sociais, ela relatou aos seguidores que o mal-estar surgiu após o cumprimento de compromissos profissionais. No mesmo dia, uma reportagem da revista Piauí divulgou que a jovem passou a ser investigada pela Polícia Federal sob a suspeita de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro.

Virginia compartilhou detalhes do incômodo logo após finalizar uma prova de roupas e iniciar uma reunião de trabalho. Segundo a influenciadora, a dor era muito forte e surgiu de maneira inesperada.

"Minha cabeça está explodindo. Não sei por quê", afirmou em vídeo publicado em seu perfil no Instagram. No registro, Virginia apareceu já vestida com pijama e demonstrou cansaço, ressaltando que não pretendia continuar aparecendo nas redes sociais naquele momento devido ao seu estado físico.

Diante da persistência do sintoma, a influenciadora informou que tentaria dormir para buscar alívio. Ela enfatizou que a dor estava intensa e que não conseguia identificar um motivo específico para o surgimento do problema.

"Eu vou ver se tiro um cochilo para ver se ela para de doer, porque está doendo muito", disse aos seguidores. Virginia não forneceu outros detalhes sobre as causas do mal-estar, mas algumas horas depois surgiu nos stories em diversos momentos com os filhos em casa.

Virginia é investigada pela PF por lavagem de dinheiro

O caso ganhou novos contornos com a revelação de que a estrutura societária original de uma de suas principais empresas contava com uma pessoa ligada a uma organização criminosa.

De acordo com as informações da revista Piauí, divulgadas no programa Melhor da Tarde, o foco da Polícia Federal recai sobre a legalidade das operações financeiras e a origem dos recursos movimentados.

Virginia Fonseca foi citada anteriormente em relatórios da CPI das Bets, no Congresso Nacional. Embora o Senado tenha rejeitado o indiciamento proposto no relatório final da CPI, os dados de inteligência financeira produzidos pelo COAF foram encaminhados à Polícia Federal, que decidiu instaurar o inquérito para apurar eventuais crimes fiscais.

Conexão com a 'Japa do PCC'

Um dos pontos centrais da investigação citados na reportagem envolve a WePink, empresa de cosméticos de Virginia Fonseca que faturou cerca de R$ 1,3 bilhão em 2025. A marca nasceu a partir de uma empresa anterior chamada Pink Lash, especializada em cílios e sobrancelhas, que pertencia ao casal Samara Carranovich Martins e Thiago Stabile. Na época da Pink Lash, o casal tinha como sócia Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida publicamente como "Japa do PCC".

Janaina Nunes detalhou que Karen Mori é viúva de um integrante da organização criminosa conhecido como "Cabelo Duro", executado anteriormente. Em depoimentos, a própria Karen teria afirmado que a Pink Lash foi iniciada com recursos provenientes de seu marido.

Posteriormente, Samara Martins e Thiago Stabile romperam a sociedade com Karen Mori e fundaram a WePink em conjunto com Virginia Fonseca e o empresário chinês Chaopeng Tan. Uma fotografia exibida no programa mostra Karen Mori, Virginia Fonseca e Samara Martins juntas, evidenciando a proximidade no período de transição dos negócios.

Detalhes do inquérito e apreensões

O programa teve acesso a trechos do inquérito policial e do termo de depoimento referente à prisão de Karen Mori, ocorrida em fevereiro de 2024. Na ocasião, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão na residência da investigada, onde foram encontradas duas malas contendo cerca de R$ 1 milhão em dinheiro vivo. Karen Mori foi presa pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Atualmente, ela cumpre prisão domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, tendo pedidos de retirada do equipamento negados pela Justiça este ano.

Chris Flores ressaltou que a investigação sobre Virginia Fonseca se destina a verificar se houve prática de lavagem de dinheiro dentro de suas empresas atuais. A desconfiança das autoridades recai sobre transações vultosas, como as recebidas pela Talismã Digital — empresa de Virginia Fonseca com o ex-marido Zé Felipe.

Entre março e setembro de 2024, a empresa teria recebido R$ 22,4 milhões, sendo que R$ 17,7 milhões vieram de uma empresa registrada no Simples Nacional e sediada em um box comercial em Santa Catarina, o que levanta suspeitas sobre a capacidade financeira do depositante.

Virginia Fonseca, por meio de sua assessoria e em desabafos nas redes sociais, afirma que todos os seus ganhos são legais, declarados e auditados por empresas internacionais. A influenciadora reitera que os números de seus negócios são fruto de trabalho e que está à disposição para esclarecimentos. A influenciadora ainda não se manifestou diretamente sobre esse caso.

A Polícia Federal segue analisando os dados do COAF para concluir se as movimentações configuram crimes financeiros. Vale reforçar que a influenciadora não é culpada de nada, é apenas investigada.

Fonte: Band.
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