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"Achei que fosse morrer": Pai relata desespero ao salvar filho em piscina

Em um relato marcado pela emoção e pelo desespero, Hélio de Oliveira, pai de Vinicius de Oliveira, descreveu os momentos de pânico vividos dentro de uma academia no Parque São Lucas, zona leste de São Paulo, no último sábado (7). Vinicius permanece internado em estado grave após uma aula de natação que resultou na morte de sua esposa, Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, e na intoxicação de outros três alunos.

Hélio, que acompanhava o filho no local, percebeu que algo estava errado no momento em que Vinicius tentou deixar a piscina. Segundo o pai, o rapaz já apresentava sinais claros de comprometimento físico e desorientação antes mesmo de sair da água.

O resgate em meio ao forte odor

De acordo com o depoimento de Hélio de Oliveira, a gravidade da situação ficou evidente quando ele notou o filho cambaleando e com dificuldade de se manter em pé. "Ele já saiu cambaleando, com as pernas meio bambas. Sentou na cadeira já meio caindo. Vi que era algo estranho e corri lá", relembrou.

Ao entrar no recinto da piscina coberta para socorrer o filho, Hélio relatou ter sido atingido por uma forte concentração de vapores químicos. "Senti um cheiro muito forte, um odor muito forte de cloro. Prendi a respiração para conseguir pegar ele", explicou. Nesse momento, Vinicius teria relatado ao pai que sua visão estava "escurecendo", um sintoma comum de intoxicação severa e falta de oxigenação.

Diagnóstico médico e busca por respostas

Após arrastar o filho para fora da área contaminada, Hélio afirmou que o rapaz apresentou uma leve melhora imediata ao respirar ar puro, mas o quadro clínico evoluiu para uma condição delicada assim que chegaram ao hospital. A família agora vive a angústia da espera por novos boletins médicos e pela recuperação de Vinicius, que ainda não sabe da morte da esposa.

Para os familiares, as informações sobre o que foi despejado na água são cruciais para o tratamento. Hélio acredita que os médicos já possuem um direcionamento sobre as substâncias envolvidas, baseando-se nos sintomas de asfixia e intoxicação apresentados pelas vítimas. "Os médicos já entenderam o que aconteceu", afirmou, reforçando a necessidade de que os responsáveis pela academia esclareçam quais produtos foram utilizados na manutenção da piscina.

Investigação de irregularidades

A Polícia Civil investiga o caso como morte suspeita e lesão corporal. Além do óbito de Juliana e do estado grave de Vinicius, a perícia trabalha para confirmar a natureza do produto químico utilizado, uma vez que a academia operava sem a licença de funcionamento necessária.

O estabelecimento emitiu uma nota de solidariedade, mas a família nega ter recebido qualquer tipo de suporte ou contato direto por parte dos proprietários desde o ocorrido.

Fonte: Band.
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